sexta-feira, 1 de junho de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há que se abrir a cabeça...

Entrevista originalmente publicada no Portal Porvir:

Depois de já ter revolucionado os moldes tradicionais de ensino na Escola da Ponte, o professor português José Pacheco, hoje um estudioso da realidade brasileira, aposta na mudança de mentalidade dos professores e no apoio dos governos para haver inovação em educação. Segundo o educador, é preciso que as iniciativas isoladas que ele tem visto pelo país sejam registradas, avaliadas e incentivadas para não serem perdidas. Mais que isso: os professores devem se dispor a mudar para adotar uma postura mais descentralizada, aberta à reflexão, ao diálogo e à diversidade.

Pacheco se tornou mundialmente conhecido por transformar uma escola pública portuguesa, a Ponte, com uma metodologia ousada: ele acabou com turmas, salas de aula, disciplinas e passou a ensinar conforme a motivação dos alunos. Lá, são os próprios estudantes que se organizam em grupos heterogêneos para estudar os assuntos que lhes interessam, são autônomos para pesquisar, apresentar os resultados para os colegas e, quando se sentem prontos, avisam que podem ser avaliados. O educador já está aposentado, mas sua proposta pedagógica continua sendo aplicada na Ponte e é replicada em vários países, inclusive no Brasil.

Como o senhor definiria inovação em educação?

Os arquivos das universidades estão repletos de teses sobre inovação. Sendo um termo de vasto espectro semântico, eu poderia escolher uma definição qualquer e escrever aqui, mas não farei. Prefiro dizer que, no campo teórico da educação, já tudo foi inventado e que as teses são meras reproduções de teorias… Na prática, aquilo que tem sido considerado inovação não tem sido avaliado e, quase sempre, tem consistido apenas em pequenas mudanças num modelo educacional hegemônico e obsoleto. Esse modelo, dito “tradicional”, aquele em que é suposto ser possível transmitir conhecimento faliu muito tempo atrás.

Nós, brasileiros, somos um povo aberto para inovação?

Sem dúvida que a mistura genética deu origem a um povo criativo. Acompanho algumas práticas embrionárias que provam a capacidade inventiva dos professores brasileiros. São iniciativas que partem de desejos e necessidades sentidas pelos atores locais. Essas práticas (talvez inovadoras) requerem descentralização, questionamento do modelo de relação hierárquica, negociação e contrato, respeito pela diversidade. Tais projetos poderiam constituir-se em oportunidade de mudança, mas o poder criativo não encontra acolhimento junto daqueles a quem compete gerir o sistema. Urge inovar, mas como pode acontecer inovação, se quem decide não tem consciência dessa necessidade?

O que de mais inovador o senhor tem visto pelas suas viagens pelo Brasil?

Tenho visto o trabalho discreto de muitos professores. Um trabalho que talvez mereça ser considerado inovador, mas que, por não ser apoiado pelo poder público, nem avaliado, se perde, quando os professores desistem de querer mudar as escolas, quando desistem de fazer das crianças seres mais sábios e pessoas mais felizes.

Existe mais abertura hoje para projetos que desconstroem a escola tradicional, como a Escola da Ponte ou a Educação Ativa?

Existe abertura por parte de educadores atentos à tragédia educacional brasileira. Há dados que mostram que há alunos que chegam ao ensino médio analfabetos ou incapazes de fazer uma interpretação de texto.

As escolas se converteram ao mundo digital, mas mantêm e reforçam práticas de ensino obsoletas, o improviso e o imediatismo das “novas” práticas faz prosperar o insucesso. Urge instituir novas e autonômicas formas de organização das escolas, mas também recuperar práticas antigas, sem a tentação de clonar a escola da Ponte ou adotar modismos.

Há muitos educadores com um estatuto social degradado, mal remunerados, mas que não desistem de desconstruir o modelo tradicional, de tentar melhorar, melhorando a escola. Eles sabem que o Brasil progredirá através da educação. Mas não aquela educação de que é feita a retórica de político…

Onde estão as principais barreiras para inovar? Nas escolas, entre professores, governantes, pais ou alunos?

A mudança em educação é um processo complexo e moroso: para grandes metas, pequenos passos. Urge buscar uma escola do conhecimento e abandonar um ensino meramente transmissivo, fomentar a organização do acesso à informação e a aprendizagem do uso do conhecimento.

A mudança das instituições passa pela transformação das pessoas que as mantêm. Estabeleça-se uma práxis pautada numa ética da responsabilidade e numa relação dialógica. Que se recuse ideias feitas e se escape à síndrome do pensamento único.

A formação dos professores é deficiente. As escolas são geridas numa racionalidade administrativa e burocrática. Mas o principal obstáculo é o professor, quando assume que o ato de educar é um ato solitário, quando recusa reelaborar a sua cultura pessoal e profissional, no exercício da convivencialidade.

domingo, 13 de maio de 2012

Treze de maio

Segundo Marcos Cardoso, o 13 de maio é o dia da libertação do trabalho escravo, mas não do negro. Por isso, além de parabenizarmos as mães, deixamos abaixo um pequeno vídeo divulgado no lançamento do livro "Territorialidade Quilombola" do professor Rafael Sanzio.


Boas reflexões e um Feliz dia das mães!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma grande fotografia da Terra

A maior foto do nosso planeja já registrada foi feita a partir do Elektro-L, um satélite meteorológico russo da agência espacial Roscosmos. Diferente das outras agências que normalmente obtêm imagens da Terra por meio da junção de várias fotos, a agência russa alega que fez o registro a partir de apenas um clique.  As imagens em alta resolução podem ser visualizadas aqui.

Foto divulgada pela Roscosmos

Devido ao processo utilizado na produção da imagem, o usual verde cede lugar para o vermelho na representação da vegetação.

Um vídeo em time-lapse da imagem realizada pelo Elektro-L, com destaque para a África, pode ser conferido abaixo:


Vale ainda lembrar que já divulgamos outro vídeo que retrata a Terra mais próxima de seu formato real. Se quiser visualizá-lo clique aqui.

Fonte: Info Exame

quinta-feira, 10 de maio de 2012

(Re)inventando saberes e fazeres

Temos uma ótima notícia: os colegas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) disponibilizaram na internet o livro que eles produziram. Trata-se uma obra que reúne experiências e estratégias de ensino das áreas de Ciências Sociais, Geografia e História.  Para acessá-la basta clicar na imagem abaixo: 

Fonte: Site do PIBID UFRGS - www.ufrgs.br/pibid

Caso queira conhecer um pouco mais sobre o belo trabalho desenvolvido pelos pibidianos de Geografia da UFRGS, indicamos ainda o seguinte endereço: http://pibidgeografiaufrgs.blogspot.com.br/

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Qual é o nosso tamanho em relação ao universo?

Existe um infográfico que nos ajuda a ter essa dimensão. Através dele é possível comparar o tamanho dos seres humanos em relação a uma diversidade de elementos. Basta mover uma barra azul para ampliar ou reduzir o zoom. O site (em inglês) pode ser acessado aqui

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A rosa dos ventos do CASB

No dia 12 do mês passado, os educandos dos sexto ano do CASB desenharam uma rosa dos ventos no pátio da escola, sob a orientação da equipe do PIBID. O principal objetivo dessa atividade foi possibilitar que os estudantes compreendessem e participassem dos processos que envolvem a delimitação dos pontos de orientação. O resultado pode ser conferido abaixo:









Ao final da atividade ainda houve uma discussão sobre a importância dos pontos de orientação.

Esses estudantes são ou não são muito talentosos? Parabéns a todas e todos!
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